Fórum de Logística e Infraestrutura: problemas de ontem são os mesmos de hoje

O segundo dia do III Fórum Empresarial de Logística e Infraestrutura, nesta terça-feira, 30 de maio, começou com o painel Integração dos Corredores Logísticos para o Espírito Santo e Brasil, que teve como conferencista o Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato. Ele ocupou o lugar do diretor geral da ANTT, Bernaredo Figueiredo, que acabou não podendo comparecer ao evento em função de uma agenda urgente com a presidente Dilma Roussef.

Presidente da Fetransportes, Luiz Wagner Chieppe foi quem abriu oficialmente os trabalhos destacando os temas em debate no fórum e o nível de qualificação do grupo presente.
“Temos certeza de que encerraremos este dia com um documento completo sobre todos os nossos problemas e possíveis soluções”, comentou, completando em seguida. “Precisamos pensar a infraestrutura numa conjuntura nacional, não pensando apenas no Espírito Santo, mas no Rio, Bahia, Goiás e Minas Gerais, estados que também necessitam da nossa infraestrutura”.

Assim que iniciou sua apresentação, Perrupato fez questão de assinar embaixo das palavras de Chieppe. “Há anos o Brasil vive uma perda competitiva e isso vai continuar acontecendo se as bancadas, estaduais e federais, ficarem enxergando seus estados com fronteiras. Estado não tem fronteira!”, destacou, dizendo em seguida que o Espírito Santo pode ser considerado uma porta do Brasil para o mundo.

Ele também concordou com a afirmação feita pelo governador, Renato Casagrande, sobre a “agenda velha” do Espírito Santo, em referência aos problemas de infraestrutura que se arrastam há décadas.

“Quando lançamos o PNLT, os problemas do Espírito Santo eram exatamente os mesmos de hoje, ou seja, as BRs 101 e 262, o acesso ferroviário, o Porto de Vitória e o aeroporto. Está tudo igual”, comparou, voltando a falar da importância da integração de todos os estados em prol do desenvolvimento harmônico do País. “É preciso que os estados mais desenvolvidos ajudem os menos desenvolvidos para que possamos acompanhar o crescimento harmônico do Brasil. Ou seja, planejar é preciso e possível”.

Planejamento e execução
Mediador do painel, o presidente da Famex Importadora e Exportadora Marcílio Machado chamou a atenção para um detalhe: “O planejamento é importante, sim, mas nosso maior sofrimento, hoje, é com a falta de execução daquilo que planejamos”.

Ele também integra a turma que vê na integração a saída para os gargalos logísticos que travam as potencialidades nacionais. “O Espírito Santo é um estado pequeno, precisamos inseri-lo no grande mercado de consumo do País”.