Transcares se une a outros setores para debater decreto da PMV

Ao anunciar o interesse em atualizar o Decreto 10.364/99, que trata do ordenamento da circulação de veículos de cargas no município de Vitória, a capital do Espírito Santo, o prefeito Luciano Rezende fez acender o sinal de alerta no Transcares, que se mobilizou e convidou outros sindicatos e entidades que necessitam do transporte de cargas e logística para movimentar seus setores. E juntos, os representantes dessas entidades estão oficializando um documento, onde são expostas suas respectivas preocupações com a restrição ao tráfego de caminhões e que será entregue ao prefeito, para que se consiga chegar a uma convergência normativa.

Além do Transcares, estão inseridos nessa discussão Sindliqes (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas Líquidas, Inflamáveis, Gasosas, Corrosivas, Químicas e Petroquímicas no Estado do Espírito Santo), Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), Sincodives (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo), Sincades (Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo), Acaps (Associação de Supermercados) e Centrorochas (Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais). Os representantes – dentre eles, o presidente e o superintendente do Trancares, Liemar Pretti e Mario Natali, respectivamente – se reuniram nos dias 25 de junho e 3 de julho, na sede da Fetransportes, a Federação das Empresas de Transportes do Estado). E todos fizeram manifestações.


No documento que está sendo produzido em conjunto, a Codesa, cujo representante foi Altino Marchesi, enfatizou que as restrições impostas aos horários na entrada e saída de caminhões para carga e descarga do Porto de Vitória influenciam diretamente na sua eficiência; José Francisco Costa, presidente do Sincodives, ressaltou as dificuldades de acesso dos caminhões cegonheiros para chegar às revendas na área central da cidade; o superintendente da Acaps, Hélio Schneider, citou a importância do acesso de caminhões para carga e descarga de mercadorias nos supermercados na região central; e a superintendente do Centrorochas, Olívia Tirello, destacou a complexidade desse transporte, que movimenta anualmente seis milhões de toneladas e precisa ser contemplado com condições de infraestrutura.

O Transcares, por sua vez, solicita a ampliação das áreas existentes para carga e descarga no centro e demais vias da Capital, e fiscalização das mesmas pela prefeitura, e cita, ainda, a impossibilidade de abastecer a cidade em horários noturnos devido à insegurança da operação. “A eficiência logística depende de infraestrutura e condições mínimas para sua otimização, como vias publicas, áreas de carga e descarga, segurança e condições para o cumprimento de Lei 12.619/2012, que penaliza qualquer excesso de jornada de motoristas”, argumentou Liemar Pretti, que contou com o apoio irrestrito do superintendente do Sincades, César Pinto.

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