13/03/14
O presente, o passado e, principalmente, o futuro da logística foram os assuntos centrais do I Fórum da Logística Capixaba, realizado na manhã de quarta-feira, 12 de março, no auditório da Faesa de Cariacica. O evento, que reuniu cerca de 100 pessoas, marcou o lançamento oficial da nova edição do Programa de Capacitação de Gestores de Negócio (PCGN).
Treinamento idealizado e realizado pelo Transcares desde 2005, o PCGN é um curso voltado para profissionais que atuam no segmento do transporte rodoviário de cargas e logística e, desde que foi lançado, capacitou mais de 350 profissionais da área. Ano passado, contudo, a equipe do sindicato decidiu investir numa repaginada geral e buscou a parceria da Faesa, que a partir desta edição chancela o PCGN e dá a ele status de curso de extensão.
“Para um País continental como o nosso, é fundamental planejamento e políticas públicas mais arrojadas e voltadas para o investimento em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e energia. O problema é que vivemos décadas sem saber o que era planejamento e essa realidade refletiu negativamente em nossa competitividade. Mas, apesar da necessidade imperiosa de falar sobre logística neste momento em que grandes projetos se desenham, o Fórum não nasceu apenas dessa exigência. Tudo o que tratamos está atrelado ao PCGN, já que nosso programa é feito para e pelo segmento de cargas”, considerou o presidente do Transcares, Liemar Pretti.
Indo ao encontro das palavras de Pretti, Alexandre Theodoro lembrou que apesar do Espírito Santo estar vivendo um bom período de crescimento desde 2003, é preciso avançar muito mais no que diz respeito à logística, até mesmo porque ela está diretamente alinhada ao desenvolvimento. Ele aproveitou, ainda, para agradecer a confiança do Transcares. “O PCGN já é um programa de sucesso. E ver a Faesa inserida nesse processo é motivo de orgulho para nós”.
Palestras
O I Fórum da Logística Capixaba levou aos participantes três palestras: as cadeias produtivas do Espírito Santo, que foi apresentada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery de Rossi, a logística capixaba, com o subsecretário de transporte e logística da secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, Valdir Uliana, e o futuro da logística e o plano ES 2030, ministrada pelo presidente do movimento empresarial Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe.
Rossi abriu a sequência das apresentações mostrando que o governo do Estado está investindo em novas atividades, além das tradicionais – café, indústria, petróleo e gás –, para diversificar, descentralizar e agregar valor à economia. E essas outras atividades a que o secretário se refere são empreendimentos como a Marcopolo (fabricante de carroceria de ônibus), Oxford Porcelanas (especializada na produção e venda de louças em porcelana, cerâmica e cristais, que empregará apenas mão de obra feminina), e Carta Fabril (empresa do segmento de higiene pessoal), dentre vários outros que se instalarão em municípios das regiões Norte, Noroeste e Sul.
“Diversificação e interiorização: essa é o diferencial para que possamos garantir a sustentabilidade capixaba”, destacou o secretário.
A seguir, Valdir Uliana fez um “passeio” pela história da logística e complementou o que Rossi havia acabado de explicar. “Nossa história é marcada por gargalos logísticos e o Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) foi importante para o crescimento do Estado. Mas quando perdemos o incentivo, precisamos nos ‘recriar’ através da diversificação. Felizmente, outros alicerces sustentaram nossa economia. Mas tínhamos de ser pujantes em nossa infraestrutura para garantir o crescimento acima da média nacional que vivemos nos últimos anos”.
Segundo ele, o planejamento logístico do governo do Estado, que traz uma visão de planejamento de futuro e prevê melhorias em todos os modais, tem tudo para garantir maior produtividade ao Espírito Santo. Mas, com relação às obras do Porto de Vitória, especificamente, ele faz uma ressalva: “A dragagem, derrocagem e ampliação do cais foi feito com 15 anos de atraso. Nosso porto está adequado para uma realidade anterior a que estamos vivendo neste momento. Ou seja, mesmo com as obras, continuaremos com problemas de competitividade no modal”.
Último palestrante do fórum, o presidente do Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe, apresentou ao público o plano estratégico ES 2030 – uma revisão do ES 2025 –, documento desenvolvido em parceria com os setores público e privado, e a sociedade civil organizada, e que busca soluções para os gargalos do Estado e a garantia do desenvolvimento local a longo prazo.
E ao falar do ES 2030, Chieppe tratou do conceito de plataforma logística. O dirigente ressaltou que a inspiração para discuti-la foi o modelo bem sucedido de Verona, na Itália. “Em 1940, no pós-guerra, a região ficou bastante sacrificada. Mas conseguiu manter um resquício de infraestrutura e a partir dela investiu na plataforma logística como forma de geração de emprego e desenvolvimento. Por isso tratamos esse tipo de empreendimento como uma boa solução para potencializar o crescimento do Estado”, argumentou, dizendo que o assunto é novo – vem sendo tratado há um ano apenas –, mas que já está sendo interiorizado pela população.
“Vivemos uma crise logística que é o resultado de 20 anos que vivemos sem planejamento. As coisas, agora, começam a acontecer, mas é preciso que tenhamos paciência, pois infraestrutura é um conceito de longo prazo. Os projetos que estão sendo desenvolvidos têm tudo para ordenar nossa logística, mas as intervenções trarão problema, principalmente de mobilidade. Precisamos, agora, é pensar na frente, de maneira regional e tendo em mente o Estado que queremos deixar para as gerações futuras”.
Conhecedor dos gargalos e de todos os problemas de infraestrutura do Estado, o vice-governador, Givaldo Vieira, parabenizou o Transcares pela realização do curso de capacitação. “O PCGN forma inteligência estratégica para nosso Estado”.
E depois de reforçar e enumerar os principais investimentos que estão sendo feitos de norte a sul, ainda deu a receita para o desenvolvimento sustentável de longo prazo do Espírito Santo: “Vamos consegui-lo através da capacitação, que gera mão de obra qualificada para fazer frente às oportunidades que surgirão”.
O I Fórum da Logística Capixaba foi encerrado com um debate que teve Luiz Wagner Chieppe, Valdir Uliana e Olívia Tirello como participantes. O presidente do Transcares, Liemar Pretti, foi o mediador.
O presente, o passado e, principalmente, o futuro da logística foram os assuntos centrais do I Fórum da Logística Capixaba, realizado na manhã de quarta-feira, 12 de março, no auditório da Faesa de Cariacica. O evento, que reuniu cerca de 100 pessoas, marcou o lançamento oficial da nova edição do Programa de Capacitação de Gestores de Negócio (PCGN).
Treinamento idealizado e realizado pelo Transcares desde 2005, o PCGN é um curso voltado para profissionais que atuam no segmento do transporte rodoviário de cargas e logística e, desde que foi lançado, capacitou mais de 350 profissionais da área. Ano passado, contudo, a equipe do sindicato decidiu investir numa repaginada geral e buscou a parceria da Faesa, que a partir desta edição chancela o PCGN e dá a ele status de curso de extensão.
“Para um País continental como o nosso, é fundamental planejamento e políticas públicas mais arrojadas e voltadas para o investimento em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e energia. O problema é que vivemos décadas sem saber o que era planejamento e essa realidade refletiu negativamente em nossa competitividade. Mas, apesar da necessidade imperiosa de falar sobre logística neste momento em que grandes projetos se desenham, o Fórum não nasceu apenas dessa exigência. Tudo o que tratamos está atrelado ao PCGN, já que nosso programa é feito para e pelo segmento de cargas”, considerou o presidente do Transcares, Liemar Pretti.
Indo ao encontro das palavras de Pretti, Alexandre Theodoro lembrou que apesar do Espírito Santo estar vivendo um bom período de crescimento desde 2003, é preciso avançar muito mais no que diz respeito à logística, até mesmo porque ela está diretamente alinhada ao desenvolvimento. Ele aproveitou, ainda, para agradecer a confiança do Transcares. “O PCGN já é um programa de sucesso. E ver a Faesa inserida nesse processo é motivo de orgulho para nós”.
Palestras
O I Fórum da Logística Capixaba levou aos participantes três palestras: as cadeias produtivas do Espírito Santo, que foi apresentada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery de Rossi, a logística capixaba, com o subsecretário de transporte e logística da secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, Valdir Uliana, e o futuro da logística e o plano ES 2030, ministrada pelo presidente do movimento empresarial Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe.
Rossi abriu a sequência das apresentações mostrando que o governo do Estado está investindo em novas atividades, além das tradicionais – café, indústria, petróleo e gás –, para diversificar, descentralizar e agregar valor à economia. E essas outras atividades a que o secretário se refere são empreendimentos como a Marcopolo (fabricante de carroceria de ônibus), Oxford Porcelanas (especializada na produção e venda de louças em porcelana, cerâmica e cristais, que empregará apenas mão de obra feminina), e Carta Fabril (empresa do segmento de higiene pessoal), dentre vários outros que se instalarão em municípios das regiões Norte, Noroeste e Sul.
“Diversificação e interiorização: essa é o diferencial para que possamos garantir a sustentabilidade capixaba”, destacou o secretário.
A seguir, Valdir Uliana fez um “passeio” pela história da logística e complementou o que Rossi havia acabado de explicar. “Nossa história é marcada por gargalos logísticos e o Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) foi importante para o crescimento do Estado. Mas quando perdemos o incentivo, precisamos nos ‘recriar’ através da diversificação. Felizmente, outros alicerces sustentaram nossa economia. Mas tínhamos de ser pujantes em nossa infraestrutura para garantir o crescimento acima da média nacional que vivemos nos últimos anos”.
Segundo ele, o planejamento logístico do governo do Estado, que traz uma visão de planejamento de futuro e prevê melhorias em todos os modais, tem tudo para garantir maior produtividade ao Espírito Santo. Mas, com relação às obras do Porto de Vitória, especificamente, ele faz uma ressalva: “A dragagem, derrocagem e ampliação do cais foi feito com 15 anos de atraso. Nosso porto está adequado para uma realidade anterior a que estamos vivendo neste momento. Ou seja, mesmo com as obras, continuaremos com problemas de competitividade no modal”.
Último palestrante do fórum, o presidente do Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe, apresentou ao público o plano estratégico ES 2030 – uma revisão do ES 2025 –, documento desenvolvido em parceria com os setores público e privado, e a sociedade civil organizada, e que busca soluções para os gargalos do Estado e a garantia do desenvolvimento local a longo prazo.
E ao falar do ES 2030, Chieppe tratou do conceito de plataforma logística. O dirigente ressaltou que a inspiração para discuti-la foi o modelo bem sucedido de Verona, na Itália. “Em 1940, no pós-guerra, a região ficou bastante sacrificada. Mas conseguiu manter um resquício de infraestrutura e a partir dela investiu na plataforma logística como forma de geração de emprego e desenvolvimento. Por isso tratamos esse tipo de empreendimento como uma boa solução para potencializar o crescimento do Estado”, argumentou, dizendo que o assunto é novo – vem sendo tratado há um ano apenas –, mas que já está sendo interiorizado pela população.
“Vivemos uma crise logística que é o resultado de 20 anos que vivemos sem planejamento. As coisas, agora, começam a acontecer, mas é preciso que tenhamos paciência, pois infraestrutura é um conceito de longo prazo. Os projetos que estão sendo desenvolvidos têm tudo para ordenar nossa logística, mas as intervenções trarão problema, principalmente de mobilidade. Precisamos, agora, é pensar na frente, de maneira regional e tendo em mente o Estado que queremos deixar para as gerações futuras”.
Conhecedor dos gargalos e de todos os problemas de infraestrutura do Estado, o vice-governador, Givaldo Vieira, parabenizou o Transcares pela realização do curso de capacitação. “O PCGN forma inteligência estratégica para nosso Estado”.
E depois de reforçar e enumerar os principais investimentos que estão sendo feitos de norte a sul, ainda deu a receita para o desenvolvimento sustentável de longo prazo do Espírito Santo: “Vamos consegui-lo através da capacitação, que gera mão de obra qualificada para fazer frente às oportunidades que surgirão”.
O I Fórum da Logística Capixaba foi encerrado com um debate que teve Luiz Wagner Chieppe, Valdir Uliana e Olívia Tirello como participantes. O presidente do Transcares, Liemar Pretti, foi o mediador.
