Se até
pouco tempo atrás a atividade física era privilégio apenas dos desportistas de
alta performance, ela já provou que é instrumento de qualidade de vida para
qualquer pessoa, seja ela criança, adulto ou idoso
Foi-se
o tempo que atividade física era o “esporte preferido” de quem queria apenas
estar com o corpo em forma. É bem verdade que quando ela surgiu visava apenas à
performance humana e levava homens e mulheres ao extremo de sua capacidade
física. Mas os tempos mudaram... Hoje em dia, mais do que garantir resultados
estéticos, a atividade física promove qualidade de vida e saúde.
Essa
mudança de paradigma, segundo o profissional de Educação Física e coordenador da
Gymwellness Assessoria em Atividades Físicas, Bruno Kirmes Viguini, teve início
em 1998, quando a Educação Física passou a ser considerada um instrumento de
saúde pela comunidade acadêmica.
“Quando
a ciência passou a considerar que o esporte de alto rendimento tinha pouco a ver
com saúde, em função, por exemplo, das lesões que ele proporciona, começou a
tratar a Educação Física de outra maneira e reconheceu seus benefícios em prol
da qualidade de vida de crianças, adultos e idosos”, explicou Viguini, que fez
questão de diferenciar os termos atividade e exercício físico.
“Atividade
física é tudo que exige movimento, ou seja, levantar da cama, digitar, escovar
dente, tudo é atividade física. O exercício físico, por sua vez, é a
sistematização, a organização da atividade física, e possui objetivo, programação
de início, meio e fim. O termo atividade física se tornou senso comum, mas
quando tratamos dos seus benefícios para a saúde, estamos nos referindo ao
exercício físico”.
Benefícios
Então,
já que a educação física deixou de ser privilégio dos grandes desportistas,
quais os benefícios que ela é capaz de garantir às “pessoas normais”?
Em
primeiro lugar, possibilita o controle de peso e, consequentemente, evita as
chamadas doenças plurimetabólicas, como a pressão alta e a diabetes, dentre
outras. Em segundo, a atividade física cria um sistema de manutenção e
prevenção da massa muscular e óssea, e do sistema articular. “A perda de massa
muscular e óssea são agravantes em potencial da limitação física”, destacou o
profissional.
E
em terceiro lugar, fortalece os sistemas cardiovascular e cardiorespiratório.
“No entanto, nesse caso, especificamente, os treinos precisam ser dosados para
que os exercícios não agravem o problema. Daí a necessidade das pessoas
buscarem sempre um profissional habilitado, com conhecimento real de causa,
para acompanhá-las durante os exercícios”, alerta.
Viguini
destaca, ainda, o papel da Educação Física na terapia ocupacional para o
tratamento de transtornos emocionais, como a depressão e a síndrome do pânico,
e os problemas de socialização. “Ela age como elemento coadjuvante do
tratamento”.
E
tem mais! A prática regular de exercícios libera endorfina, serotonina e
adrenalina, que dão uma sensação de bem-estar, diminui a necessidade de fumar e
beber, e, de quebra, aumenta a auto-estima, o que faz com que a pessoa queira
se desenvolver cada vez mais. “Resumindo, a atividade física cria um ciclo de
bons hábitos que só trazem benefícios. E isso independe da idade”, finaliza
Bruno Kirmes Viguini.