O alerta
soou! O consumo excessivo de sódio provoca o aparecimento de hipertensão,
câncer gástrico, problemas renais, retenção de líquido e aumento de peso,
explicam os especialistas. E para quem ainda não sabe, esse componente pode ser
encontrado em alimentos de rápido preparo e em produtos com conservantes.
A
nutricionista Cássia Busato Batista ressalta, ainda, que o sódio é um elemento
que também está presente no sal de cozinha (cloreto de sódio). “A composição do
sal tem 40% de sódio. Para evitar o exagero na hora de temperar um prato é
recomendável substituir o sal por temperos naturais como alho, cebola, tempero
verde e ervas finas”, indica a especialista.
De acordo com
as diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), é
importante observar a quantidade de sódio presente nas informações nutricionais
na embalagem dos produtos. Se a quantidade de sódio for superior a 400mg em
100g do alimento, ele é considerado um alimento rico em sódio, ou seja,
prejudicial à saúde.
Outra
informação presente nos rótulos é a composição do produto. Os ingredientes são
listados na ordem decrescente de concentração, ou seja, se o sódio aparece como
primeiro da lista, significa que a maior parte do produto é composta por ele.
“Linguiça,
caldo de galinha, presunto, produtos em conserva, macarrão instantâneo e alguns
tipos de adoçante são alimentos com sódio ingeridos diariamente”, alerta a
nutricionista Cássia. E ela acrescenta que para fugir do risco de exagerar no
sal é aconselhável evitar saleiro na mesa para não adicioná-los nos alimentos
depois de prontos.
Diminuir o sal
Cássia garante
que é possível se adaptar à redução do sal na comida. Porém, também é preciso
ter força de vontade. “As papilas gustativas presentes na nossa boca, que
identificam o gosto salgado, demoram cerca de três meses para se adaptar a uma
dieta com menos sal. Por isso, é uma questão de tempo para se acostumar com uma
alimentação mais saudável e com menos sódio”, finaliza.