Exportações capixabas crescem 27% em 2011

Publicado simultaneamente com o Guia de Logística do Folha Vitória


O Estado ocupa a 7ª posição no ranking brasileiro de exportações e cresceu conforme a média nacional, que também foi de 27% no ano passado

O ano de 2011 foi positivo para a balança comercial do Espírito Santo e para os exportadores capixabas. Seguindo a média nacional, as vendas para fora do País cresceram 27%, passando de um montante de US$ 11,9 bilhões para US$ 15,1 bilhões.

Representando 5,92% dos negócios feitos no exterior pelo Brasil, o Estado se manteve como sétimo exportador nacional, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Pará. Ano passado, o Espírito Santo movimentou US$ 41 milhões por dia nas vendas para o mercado externo.



Os principais destinos das exportações capixabas foram Estados Unidos, China, Holanda, Argentina e Arábia Saudita. Na lista dos produtos mais vendidos, os destaques ficaram para minério de ferro, petróleo, produtos de ferro e aço, café, celulose e rochas ornamentais. Os dados são do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado do Espírito Santo (Sindiex).

Importações

As importações também tiveram um movimento ascendente: uma alta de 41%, somando um montante de US$ 10,7 bilhões contra US$ 7,5 bilhões no ano anterior. Representando 4,75% das importações feitas pelo Brasil, o Espírito Santo se manteve na oitava posição no ranking nacional.

O Estado movimentou US$ 29 milhões, diariamente, com a compra de mercadoria externa. Entre janeiro e dezembro de 2011, as principais origens das importações do Espírito Santo foram China, Estados Unidos, Coreia do Sul, Austrália e Alemanha. Os produtos destaques ficaram para automóveis, combustíveis minerais, máquinas, equipamentos elétricos, vestuário e pneus.

O presidente do Sindiex, Severiano Imperial, explicou que esse resultado demonstra a importância do comércio exterior para a economia capixaba, que mesmo com a crise na Europa e a retomada gradual dos Estados Unidos, conseguiu incrementar seus negócios no mercado internacional, auxiliando o Brasil no resultado positivo do saldo da balança comercial em 2011.

Para 2012, ele acredita que haverá uma estabilidade na balança comercial capixaba, visto que será um ano ainda marcado pelos efeitos da crise financeira internacional e pela concorrência acirrada pelos mercados emergentes. “Não haverá grandes perdas e nem um grande crescimento”, destacou.

Os número
Exportações no BrasilUS$ 256 bilhões, uma alta de 27% se comparado com os números de 2010
Exportações no Espírito SantoUS$ 15,1 bilhões, um crescimento de 27% se comparado com os dados de 2010
Importações no BrasilUS$ 226,2 bilhões, um incremento de 24% em relação ao ano de 2010
Importações no Espírito SantoUS$ 10,7 bilhões, alta de 41% se comparado com os dados de 2010
Fonte
Sindicato do Comércio da Exportação e Importação do Estado (Sindiex)

Severiano conversou com o Guia do Comércio Exterior e Logística do ES e falou sobre os números registrados ano passado e sobre as expectativas do sindicato para 2012.
- Guia do Comércio Exterior e Logística do ES – O ES ocupa a sétima posição no ranking brasileiro de exportações. Em 2011, registrou um crescimento de 27%. Podemos dizer que esse crescimento está dentro ou acima da média nacional?
- Severiano Alvarenga Imperial – O Espírito Santo cresceu dentro da média nacional, visto que o Brasil também registrou um aumento de 27% nas exportações em 2011. O Estado conseguiu manter o mesmo índice de participação nas exportações brasileiras, que foi de 5,92%.

– A que o sindicato atribui esse crescimento?
Como os índices se mantiveram no comparativo com o Brasil, não temos a que atribuir esse crescimento.

– Os principais destinos das exportações capixabas foram os Estados Unidos, a China, a Holanda, a Argentina e a Arábia Saudita. O que fazer para ampliar o número de países compradores?
– Cabe aos nossos empresários abrirem outros mercados. Vale ressaltar, entretanto, que esses cinco países são os mais expressivos. O Espírito Santo exporta para outros mercados. Em 2005, por exemplo, os principais destinos foram Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Holanda e Itália. Dentre os blocos, os que tiveram maior participação nas exportações do Estado em 2011 foram Ásia, União Europeia, Estados Unidos, Oriente Médio e Mercosul.

– Na lista dos produtos mais vendidos, os destaques ficaram para minério de ferro, petróleo, produtos de ferro e aço, café, celulose e rochas ornamentais. Quais são aqueles que prometem ser a nova “menina dos olhos” da exportação capixaba?
– Acredito que o Espírito Santo continuará a exportar os mesmos produtos. Na minha opinião, o empresariado precisa é trabalhar na agregação de valor aos produtos que já são exportados.

– Após um ano dos governos Dilma e Renato Casagrande, quais as expectativas de que esses anseios do setor se concretizem?
No primeiro ano dos governos de Dilma e de Renato Casagrande, a minha previsão foi de que as exportações capixabas cresceriam cerca de 20%. Entretanto, o percentual chegou a 27%, conforme os dados do fechamento das exportações de 2011 do Espírito Santo. Acredito que neste ano as exportações devam ficar estáveis, sem registrar grandes ganhos ou perdas. Por outro lado, no que diz respeito às importações, se nós tivermos a manutenção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e os investimentos do Governo Federal em portos, aeroporto e estradas, teremos condições de crescer na média acima de 20%.